Eu, cadeirante, em Orlando – Parte III

E a nosso convite, Juliana, descreve em detalhes como foi sua viagem a Orlando, tudo isso com a ótica de uma cadeirante!

Ela vai nos contar tudo sobre acessibilidade em Orlando em 4 partes.

Então, não percam as matérias! Confiram abaixo a parte III.

Eu, cadeirante, em Orlando – Parte III
Por Juliana de Castro

Nosso quinto dia de parques, sexto dia de viagem, fomos para Tampa, onde fica um dos parques mais atraentes para quem gosta de montanhas-russas: Busch Gardens.

Desde que saímos do Brasil, através de indicação dos membros do grupo Eu em Orlando, contratei uma empresa de transportes para nos levar e buscar no parque: Van4fan, com o Alfredo Junior, brasileiro gente finíssima que mora nos EUA há 19 anos. Foi a empresa que cobrou o melhor preço e ainda se dispôs a ir à locadora do scooter para verificar o modelo que eu iria alugar, para definir em qual veículo caberia.

Pelo que pude notar, na entrada de cada atração, havia rampa e a sinalização informando sobre acessibilidade. O parque fica a 40 minutos de Orlando e estava bastante vazio! Entramos às 10h, meu sobrinho foi em todas as montanhas russas mais “assustadoras” e às 13h30min já estávamos voltando.

No sétimo dia fomos à Island of Adventures, o frio estava congelante, mesmo assim, o parque estava bastante cheio.

Como tudo gira em torno das atrações mais procuradas, que no momento são do Harry Potter, foi para elas que corremos: The Wizarding World of Harry Potter, um cenário perfeito para o frio que estava fazendo!

Fomos apenas à atração dentro do Castelo de Hogwarts, que, assim como a maioria, é um simulador. Gostei muito, principalmente porque é um assento suspenso, ou seja, nossas pernas ficam soltas – não é um carrinho que precisamos entrar para assentar, nem possui degrau, não é alto demais e nem baixo. Super acessível.

Lá dentro é bem interessante, mas como precisei pegar dois elevadores e ir por um caminho diferente dos demais, acho que não vimos tudo que a atração oferece. Mesmo assim, gostei bastante!

Uma atração que gostaria muito de ter ido, mas estava fechada nesse período do ano, foi a do Jurassic Park. A gente só podia ver o jipe e tirar foto com o Raptor… Acabamos não tirando nenhuma foto lá.

Seguimos para a Marvel Super Heros Island, onde estão os brinquedos do Dr. Doom, Homem Aranha, Incrível Hulk e X-Men.

Henrique, claro, foi no brinquedo do Dr. Doom’s Fearfall! É parecido com a atração Falcon, do Bush Gardens, mas beeem menor. Acabei esquecendo de olhar a questão da acessibilidade, mas acredito que era possível ir, sim. Como pude perceber, em Orlando (nos parques e na cidade), não há nada que não pudesse fazer por ser cadeirante!!!

Saímos de lá e fomos dar um “Hi!” para o Homem-Aranha. Não vou contar aqui, pois posso dar spoiller, mas quando forem, ao encontrarem com ele no escritório, digam que mandei um “Oi”, ok?! Quem já foi entenderá (rsrs)! The Amazing Adventures of Spider-man é uma simulação muito bacana. Você sente que está fazendo tudo que ele faz, é bem real! É um carrinho, mas não há degrau. Adorei e recomendo.

Outra atração que não me atrai, pois é uma montanha-russa: The Incredible Hulk, para quem gosta deve ser muito legal. Meu sobrinho adorou! A gente ouve um som como se o Hulk estivesse lançando o carrinho no ar.

Já quase no final da tarde, fomos ao Skull Island: Reing of Kong. Na época que fui, anos atrás, a gente entrava num vagão de metrô, hoje, a gente entra em um jipe tipo de safari. A fila estava enorme e demorou muuuito. Para piorar, o brinquedo estragou assim que entramos. Ficamos parados uns 20 minutos e depois, seguimos para fora. Cada um ganhou um “Universal Express Pass” para usar em outra
atração, mas estávamos tão cansados e com frio que esquecemos até de ir ao Hogwarts Express!!!

Ao sairmos do parque, passamos para conhecer o Toothsome Chocolate Emporium e a loja do Hard Rock Café, e aproveitamos a luz do pôr do sol para tirar outra foto do globo do Universal Studios.

Apesar de não gostar de pensar que os animais são criados em cativeiro, não resisti à vontade de ir ao Sea World levar meus sobrinhos para ver os espetáculos das baleias, focas e golfinhos…

Hoje em dia, o parque também tem outras atrações, como as três montanhas-russas super radicais – Manta, Mako e Kraken Unleashed – , Wild Arctic (um mergulho gelado e um passeio virtual de helicóptero), Turtle Trek (experiência em 360°) e Antartica: Empire of the Penguin (uma experiência gelaaada no Polo Sul).

Nesse dia, oitavo dia de passeio, tínhamos que voltar ao hotel mais cedo, pois iríamos ao jogo do Orlando Magic, então, não deu tempo de fazer muita coisa. Assistimos aos shows das baleias e dos golfinhos, e enquanto Henrique foi nas montanhas-russas, fui com Letícia na atração do Penguim. É acessível, mas não recomendo. Além de a fila ser demorada, é uma atração sem graça e gelaaada!

Assim como nos teatros dos parques da Disney, para assistir aos shows, havia um lugar reservado para cadeirantes “estacionarem seus veículos” e algumas cadeiras ao lado, para seus acompanhantes.

À noite fomos para o Amway Center Orlando Florida, o estádio do Orlando Magic. O jogo foi contra o L.A Lakers e, apesar de torcer para eles, reconheço que o Orlando jogou muito melhor! Quando chegamos ao estádio procuramos saber onde era a nossa entrada; mas assim que os funcionários me viram na fila, na cadeira de rodas, nos direcionaram para outra porta e fomos atendidos bem rápido.

Nossos lugares eram bem próximos à quadra, mas precisei deixar a cadeira num lugar especifico e descer cerca de 3 degraus para chegar nos nossos assentos. O jogo é um verdadeiro espetáculo e valeu muito a pena ter ido. Quem tiver a oportunidade, não pode perder!

Nosso penúltimo dia de parque, fomos a um dos mais queridos e com atrações incríveis – Animal Kingdom.

Desde que lançaram a atração do filme Avatar, eu sonhava em voltar para conhecer. E afirmo, não deixou a desejar! Como tudo é perfeito!!! Cada detalhe fascina. Valeu a expectativa! Mas nossa primeira atração não foi no Mundo de Pandora… Fomos nos aventurar na Expedition Everest – Legend of the Forbidden Mountain.

Fomos apenas eu e Henrique e, confesso que, se soubesse como era essa montanha-russa, não teria tido coragem de ir. Ainda bem que eu não sabia: adorei!!! Mas deu medo (rsrs)! Era muito parecido com o trenzinho do Big Thunder.

Fizemos o Kilimanjaro Safari e fiquei impressionada com a atenção que é dada ao deficiente físico e idoso nessa atração. Existe uma fila paralela para quem está com scooter ou cadeira de rodas, depois, tem um espaço para estacionar seu meio de transporte e, caso precise, tem até rampa para você entrar no veículo.


A atração é legal, mas nada espetacular! Para quem nunca foi ao zoológico e não conhece os animais, aí sim, vale muito à pena.

O Animal Kingdom, assim como todos os outros parques, são divididos em “sub-parques”, outros reinos, outros países e mundos… Saímos da Ásia, onde fomos à Expedição ao Monte Everest, depois fomos ao safari, na África, almoçamos na DinoLand e, finalmente, seguimos para Pandora: O Mundo de Avatar. A primeira atração que escolhemos, para dar tempo de assistir ao show à noite, caso a fila demorasse muito, foi o Flight of Passage.

Ficamos “só” 140 minutos esperando! Mas compensou muito!!! A atração é muito bem feita. Você sente até os cheiros!!! A sensação é de estarmos na garupa da ave. Para mim, que tenho movimentos, controle de quadril e fico até em pé, foi possível sentar no brinquedo; não sei como funciona para pessoas que não possuem controle de tronco, pois é preciso sentar como se fosse numa mini moto e inclinar o corpo para frente.

Se você tiver tempo ou nenhum compromisso depois dessas atrações, aconselho que vá primeiro à Na’vi River Journey. É linda, mas a fila é tão demorada quanto a outra e a atração não é tão boa quanto! Ir a uma atração fantástica como o Flight of Passage e depois ir à Na’vi River Journey é frustrante. Você espera algo à altura e nada acontece. É como jogar um balde de água fria!!! Rsrs. Mas não deixa de ser linda e muito rica em detalhes. Essa atração é acessível, pois é como um barquinho que você senta e vai conhecendo o mundo do Avatar.

Saímos de lá super apressados para tentar assistir ao show de luzes da Tree of Life Awakenings. Depois, seguimos para o anfiteatro ao redor do Discovery River, para assistir o Rivers of Light. Outro show de luzes e jatos de água, que iluminam e encerram a noite no parque.

Para deficientes físicos e idosos, também existe um espaço reservado; mas se você não chegar cedo acaba ficando num local não muito bom, como o que eu fiquei que tinha um poste de luz bem na frente.

E a saga da Juliana não para aqui! Acompanhe aqui no nosso site o restante da experiência! Os posts são semanais.

Leia a parte I: http://www.euemorlando.com.br/eu-cadeirante-em-orlando-parte-i/

Leia a parte II: http://www.euemorlando.com.br/eu-cadeirante-em-orlando-parte-ii/

Leia a parte IV: Em breve

Texto e imagens de Juliana de Castro – Direitos reservados.

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